FaZer o quê?

Ontem, enquanto lanchava num café, assisti a uma situação, um tanto ou quanto, desconfortável.

Estava uma senhora em pé, em frente à vitrine, a aguardar o seu pedido quando, entretanto, chegou uma outra que ficou de lado junto à montra do pão. Passado pouco tempo, ouvi-a a cumprimentar a que já lá estava e a pedir-lhe desculpa por não a ter reconhecido. Ao que a mulher respondeu:

  • Pois, quando não interessa conhecer não se fala… quando se precisa e dá jeito é que se cumprimenta…

Não ouvi qualquer resposta e ela ainda repetiu, mais uma ou duas vezes, frases deste género para quem quisesse ouvir. Além da voz, a cara, também demonstrava que estava ofendida e irritada.

Entretanto, a senhora que esperava o pão foi atendida e despediu-se da outra, de forma simpática, e saiu.

O inusitado é que aquela que não reconheceu a outra, de imediato, era a única que estava de máscara.

Fiquei com pena dela porque, em primeiro lugar, a reação da mulher pareceu-me bastante exagerada e, mesmo que tivesse muita razão, ninguém precisava saber; segundo, porque já me aconteceu, várias vezes, o mesmo.

Tenho tanto de atenta como de distraída e já dei comigo a esquecer rostos de pessoas com as quais já tinha estado a falar, até por bastante tempo.

O cúmulo foi uma senhora que ficou na mesma mesa que eu, num casamento, há uns anos, e passado uns tempos não a reconheci ao vê-la num espaço comercial.
O mesmo já me aconteceu com outras pessoas e em situações de convívio que, pelos vistos, esqueço.

Faço por mal ou com qualquer tipo de interesse? Não. O meu cérebro apaga e não tenho culpa.
Algumas vezes, ando tão distraída com os meus pensamentos, e na minha vida, que raramente vejo alguém.

Noutras alturas, sou capaz de estar numa esplanada e ver o senhor bem vestido da mesa ao lado, que aparenta ser o dono, a passar droga a um amigo, de forma tão subtil que sou a única que repara. Ou uma rapariga a tentar ver o telemóvel do namorado, à socapa, quando este vai à casa de banho.
E agora? Vá-se lá perceber!?

Portanto, nem tudo o que imaginamos corresponde à realidade ou àquilo que se passa na cabeça do outro. Haja mais empatia e tolerância. Digo eu.

Boa semana 🌻

Nem todos os dias sentimos que avançamos, que alcançamos e concretizamos o que queremos. Nem todos os dias nos sentimos bem.
Na natureza existem dias nublados, de chuva, frio, vento, de céu azul, sol a brilhar, de calor e pássaros a cantar.

Saber aceitar e respeitar os ciclos, com a certeza e fé que melhores dias virão e voltaremos a brilhar, é importante. Mesmo em dias cinzentos, sabemos que o sol está lá e aparecerá sempre.

Rosa

Olho-te
Observo-te

A tentação aumenta
A cada movimento teu
A cada respiração
A cada elevação do teu peito

Vejo-te
Contemplo-te

Sinto o calor a invadir-me
Prendes-me a cada novo dia
O meu coração acelera
Volto para te admirar

Quero-te
Desejo-te

Tens de ser minha
Já não respiro
Já não durmo
Já não penso
Só em ti
Em ter-te nos meus braços
Em sentir o teu corpo
Acariciar a tua pele
Beijar os teus lábios
Saberão a mel?

Deixa-me ser teu
Deixa-me entrar em ti
Deixa-me desfolhar cada pétala do teu ser

Tonto, sem noção ou feliz?

Às vezes, escrevo e publico coisas sérias, noutras apenas fruto da imaginação, pensamentos, observações e, também, brincadeiras leves ou apenas parvoíces. Há quem não goste dessas misturas, há quem ache que não tenho noção. Se é a sério é a sério. Tontices ou unicórnios pelo meio é que não!

Artigo publicado no Repórter Sombra

Pergunto-me:

Pode alguém ser respeitado se também brinca e diz parvoíces?

Será um humorista considerado disparatado?

Pode um escritor, polícia, arquiteto, advogado ou engenheiro ser valorizado se brincar ou comportar-se como uma criança?

Tudo dependerá das circunstâncias, dirão. Claro!

Mas será que, ao crescermos, só podemos assumir uma postura séria e adulta?

Levar uma vida alegre significa brincar, rir e não se levar demasiado a sério. Ser-se leve é não acrescentar peso desnecessário. É ter a inocência de uma criança e o riso espontâneo de quem não se preocupa com julgamentos alheios. É ser. É demonstrar a essência. É estar em sintonia com a natureza.

Rigidez não é sinónimo de ser-se mais credível. Não devia de ser. Muitos mentem com ar sério e verosímil (os políticos, por exemplo). Muitos dizem verdades a brincar. Olhem o caso do Ricardo Araújo Pereira. Todos os domingos entra pela nossa casa (pela minha, pelo menos) no programa Isto é gozar com quem trabalha. Brinca muito, é adulto, diz verdades, é considerado uma pessoa inteligente e influente.

Se a compra de medicamentos ansiolíticos e antidepressivos aumenta cada vez mais, bem como as bebidas alcoólicas, cigarros e outras substâncias é porque alguma coisa está mal.

Se na terra das oportunidades e do sonho americano, estima-se que 42% da população, com mais de 45 anos, toma medicamentos psiquiátricos, então, qualquer coisa, ou muita, está realmente mal.

É a vida. Não a sabemos viver. Talvez tenhamos perdido a alegria da juventude, de crianças. O divertimento e a brincadeira esfumaram-se algures no caminho.

Felizmente, há quem ainda saiba ser e viver.

Sim, porque a vida é para ser alegre, mesmo tendo noção dos problemas mundiais e pessoais.

Amanhã não estaremos cá e o mundo continuará a girar e a funcionar, na mesma, sem a nossa presença. Mesmo sem aqueles que são muito sérios, que encaram tudo com gravidade, que se acham muito importantes e donos da razão.

Nada trazemos quando nascemos e nada levamos quando morremos.

Somos apenas um grão de pó que hoje existe e amanhã se vai.

O tempo passa na mesma, quer estejamos felizes ou tristes, a rir ou a chorar, quer façamos muito ou nada. O que escolhemos fazer, e como decidimos nos sentir, nesse período, é o que fará a diferença.

Digo eu. E o Sadhguru.

Ótima semana 🌻✨

Ser feliz é uma escolha nossa. Ninguém deveria deter esse poder, além de nós mesmos.
Estar alegre ou triste não deveria depender de outros, nem de situações externas, mas sim de dentro. Deve ser intrínseco e não extrínseco.

Tu escolhes o que queres para ti e como te queres sentir. Não dês esse poder a ninguém.

Só quando temos, primeiro, é que poderemos oferecer 💝

Por vezes, vamos por caminhos que escolheram para nós. Pais, professores, amigos, crenças, religiões… influenciam-nos e nem sempre fazemos aquilo que realmente queríamos.

A tua vida é só tua. Vive-a conforme sentes. Escolhe o teu caminho, sem medo. Se errares, se te enganares, se te perderes está tudo bem. Pelo menos, poderás dizer que viveste à tua maneira.

Frank Sinatra: “I did it my way.”