Eu cá sou bom

Por muitos sóis, luas, marés, tempestades e estações que passem, haverá sempre quem se ache superior aos outros. Questiono-me se certas pessoas terão nascido de pais super-heróis, num outro planeta ou com capacidades extraordinárias e paranormais. Serão feitas de fibra metálica? Terão um cérebro totalmente infalível? Penso que, até agora, ainda ninguém assim foi encontrado.
Faz-me pensar então porque raio criaturas, em nada diferentes de todas as outras, se acham superiores. Porque têm um curso dos diabos? Um carro que parece um foguetão? Porque já viajaram pelo mundo? Porque têm roupas de marca? Porque têm milhares de seguidores? Porque vão à televisão? Porque ganham rios de dinheiro? Porque têm uma voz de rouxinol? Porque têm um QI acima da média? Porque têm uma religião soberana? Porque têm um corpo fabulástico? Porque são lindas? Porque são exímias na sua profissão? E então? Descobriram a cura para o cancro? Não. O elixir da juventude eterna? Também não. Nunca falham?
Porque é que alguns se consideram deuses? Os faraós achavam que sim. No entanto, comiam, bebiam, ficavam doentes e morriam. Como todos os outros. Podiam ter escravos, vassalos, assim como muitos hoje têm. No entanto, patrões e empregados, homens ou mulheres, debaixo da terra, somos todos iguais – pó. Pó de terra e não pó de diamante, ouro ou qualquer outro bem precioso.
Jesus foi o único homem que realmente podia se gabar. Era filho de Deus, era perfeito, multiplicava comida, transformava água em vinho, curava doentes e ressuscitava mortos. Coisa pouca! Gabava-se? Não. Dizia que era muita bom? Não. Atribuía sempre a honra e a glória ao Pai. Foi o homem mais humilde que por cá passou. O único que tinha verdadeiros motivos para se enaltecer. Mas por não o fazer, tornava-se ainda maior.
Temos mais: Leonardo da Vinci, Goethe, Einstein, Newton, Hawking… já morreram. Talvez esses pudessem dar-se ao luxo, pronto, ok! De resto, como dizia alguém: “as pessoas esquecem-se que são pessoas”. Apenas.

Publicado por Sara Carvalho

Chamo-me Sara Carvalho. Sou mãe de três filhos lindos, um deles com Síndrome de Down. São a minha grande paixão e inspiração para tentar ser, a cada dia, melhor. Curiosa de raíz, apaixonada pela vida e pela natureza. Adoro artes: ler e escrever - sobre os mistérios da vida, as emoções humanas, os pormenores; dançar; cantar (só para mim); cinema; espetáculos; concertos; exposições; viajar e ... sonhar com um futuro melhor. Um sonho que se transformou em objetivo: escrever um livro. Consegui! Mais sonhos? Não me faltam...

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