Fim de semana

Os grossos pingos atingiam fortemente os vidros que, apesar da violência, mantinham a sua compostura insensível. Subitamente, tornou-se numa chuva torrencial que atingiu impiedosamente a janela e o sobressaltou. Deu mesmo um salto quando a rajada o atacou. Parecia que estavam a disparar tiros na sua direção. Desequilibrou-se e caiu de quatro, meio atordoado comContinue a ler “Fim de semana”

Alma de poeta, alma inquietA

Alma inquieta Tantas vezes alheada Outras tantas desperta Alma de poeta Não se contenta em viver Quer mais Almeja ser, poder, fazer Observa, pensa, lê Na verticalidade dos versos que encantam Pelas pontas dos dedos caem e se derramam No fundo branco brincam e se procriam Dão voz e prestígio aos que os declamam DasContinue a ler “Alma de poeta, alma inquietA”

Ela

Aquela mulher misteriosa fascinava-o ao ponto de, todos os dias, àquela hora, ficar plantado atrás do vidro da cozinha para a ver passar. Aquele particular equilíbrio em saltos tão altos, fazia todas as curvas do corpo sobressaírem e seduzia-o. Como será que ela conseguia? E os vestidos colados que limitavam cada passo a poucos centímetros?Continue a ler “Ela”