Alma de poeta, alma inquietA

Alma inquieta Tantas vezes alheada Outras tantas desperta Alma de poeta Não se contenta em viver Quer mais Almeja ser, poder, fazer Observa, pensa, lê Na verticalidade dos versos que encantam Pelas pontas dos dedos caem e se derramam No fundo branco brincam e se procriam Dão voz e prestígio aos que os declamam DasContinue a ler “Alma de poeta, alma inquietA”

Ela

Aquela mulher misteriosa fascinava-o ao ponto de, todos os dias, àquela hora, ficar plantado atrás do vidro da cozinha para a ver passar. Aquele particular equilíbrio em saltos tão altos, fazia todas as curvas do corpo sobressaírem e seduzia-o. Como será que ela conseguia? E os vestidos colados que limitavam cada passo a poucos centímetros?Continue a ler “Ela”

Será, não será…

Gente das minhas redes Não se preocupem comigo Nem sempre aquilo que lêem Aconteceu-me ou é um perigo Escrevo frequentemente O que vejo, oiço, leio e imagino Nem sempre sobre mim, mas muitas vezes sobre ti Qualquer escritor sabe As linhas são metáforas, hipérboles, filosofia, psicologia, poesia, divagação, inspiração e muita imaginação Por vezes, sãoContinue a ler “Será, não será…”

Fechou abruptamente as grades, premiu o botão, virou-se, agarrou-a e encostou-a à parede do elevador. As mãos firmes subiam pelas coxas, ancas, cintura, costelas e lateral do peito, onde se demoraram. O vestido sentiu-se enxovalhado. O coração cavalgou disparado. Seguiram caminho pelos braços, elevados acima do carrapito despenteado, onde lhe prendeu as mãos nas suas.Continue a ler