Amo amar-te
E nesta conexão desenfreada
Amo-me também
Recebo o calor que circula entre os nossos corpos
Abandonados deste mundo
Entregues a si mesmos
Dançando com a melodia da nossa paixão
Aquela que nos assoberba a alma e aquece o corpo
Que acelera corações
Ao ritmo de um comboio atrasado
Amo amar-te
E assim sentir-te em mim
Assim, sentir-me em ti
Amo
Amas

Podes falar comigo
Conseguirás ouvir-me?
Podes estar presente
Conseguirás fazer-te sentir?
Podes abraçar-me
Conseguirás aquecer-me?
Podes tocar a minha pele
Conseguirás tocar a minha alma?
Podes beijar-me
Conseguirás disparar-me o coração?
Podes dizer “amo-te”
Conseguirás mostrá-lo em ação?
Podes possuir-me
Conseguirás satisfazer-me?
Pergunta-te:
Será que basta o que tens para me oferecer?

Quando?

Quando é que sabes?
Quando é que percebes?
Quando é que achas que te perceberam?
Quando é que aquilo que disseste se ouviu?
Quando é que alguém realmente entende aquilo que sentes?
Quando é que não te sentes um estranho?
Quando é que a tua voz é entendida?
Será assim tão difícil?
Falarás a mesma língua?
Não me parece.
Faço desenhos
Pinto
Canto
Gesticulo
Ninguém entende
Sinto-me só
Ausente
Num barco que ruma ao infinito
E tu que te limitas
Porque me castras?
Porque não percebes?
Não!
Não sou como tu
Sinto-me diferente
Alienada
Ser de outra dimensão
Será assim tão difícil?
Porquê? Pergunto
Porque me fazes sentir tão…
Estranha

777

Nem sempre as coisas correm logo como queremos e publicar um livro é um processo desadequado para pessoas ansiosas. Pessoas despachadas que gostam que tudo se faça rápido, como eu. 🙄😬

Escrever, corrigir, rever, editar, paginar, fazer a capa, o lançamento e a divulgação leva uma eternidade.
Mas, como eu própria digo no meu livro 777 – “tudo acontece no tempo devido ou tempo divino”.
Eis que surge, agora, à venda também na Fnac!
Como tal, neste momento poderão comprar o meu livro em quatro sites diferentes.

Entretanto, estou a aguardar que me cheguem mais para enviar a todos aqueles que me pediram um exemplar autografado e eu ainda não o fiz. Obrigada pela paciência ☺️❤️

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cordeldeprata.pt
fnac.pt
bertrand.pt
wook.pt

Hoje é o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

Este dia visa promover uma maior compreensão e sensibilização para uma condição a que, no fundo, qualquer um de nós pode estar sujeito. Ninguém está livre de ter um acidente, uma lesão cerebral ou um filho com alguma deficiência.

Será isto um drama? Não devia.

Todos nós somos diferentes, temos limitações e não devíamos ser menosprezados ou ignorados por causa dessas diferenças. Se fôssemos todos iguais e perfeitos não tinha graça nenhuma. Aliás, um dos grandes problemas da humanidade é buscar a perfeição e esconder as imperfeições, inatas a todos os seres humanos. Assumir os nossos erros, falhas e defeitos é buscar sermos mais felizes. Buscar a perfeição é desilusão e frustração garantidas. Não existe; é um mito da sociedade.

Tenho um filho com Síndrome de Down e orgulho-me muito de o ter. É lindo, esperto e o miúdo mais doce do mundo. Tem algumas limitações? Tem. Existiram e existirão fases mais duras e complicadas? Claro que sim. Mas com todos os outros filhos “perfeitos” também. E, como todos os outros, tem qualidades e defeitos. O que tem a menos numas coisas, compensa a mais noutras; nomeadamente – amor, carinho e um coração puro.

Quantas crianças nascem, aparentemente sem qualquer problema, e na adolescência descobre-se uma doença do foro mental? Quantos adultos supostamente sãos tornam-se deprimidos, alcoólicos, drogados ou dependentes de medicação?

Assim sendo, pergunto: não será este dia um dia de todos nós?

O beijo

Deixa-me beber
Oferece-me o doce
Sintamos a melodia
Quente e
acolhedora dos
beijos que me abraçam
Sabor que me envolve
Línguas que se fundem
Dançam o tango
A salsa e a rumba
Falemos a língua do amor
Leva-me ao céu da tua boca
Preenche-me
Tudo em ti
Absorvido em mim
Deixa-me degustar-te

Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres – 25 novembro

youtu.be/UC8E-kOjNKg

⁃ Desculpa, amor, estava fora de mim…sabes bem que te amo.

⁃ Se me amasses não fazias o que fazes.

⁃ Faço, só às vezes, porque fico com ciúmes e se tenho ciúmes é porque te amo.

⁃ Não, tu és doente. Bates-me porque me amas?

⁃ Sim, porque não gosto que fales com outros. És a minha mulher, minha.

⁃ Mas eu não falei com ninguém…

⁃ Sabes bem que sim, eu vi-te!

⁃ Só estava a pagar e a agradecer o café e o pão.

⁃ Sim, sim… eu vi bem como ele se derreteu para ti e tu toda sorrisinhos… pensas que sou parvo?

⁃ É o rapaz da pastelaria… estava só a agradecer, como faço com qualquer outro empregado ou empregada…

⁃ Basta! Já chega desta conversa que já me estão a subir os calores… para a próxima pedes-me que eu compro o pão!

⁃ E bebes o café por mim?

Campanha #PortugalContraAViolência

Milhões de razões

Tenho milhões de razões para me afastar,
mas…
Basta-me dares apenas uma boa para ficar
Diz-me o que quero ouvir
Sabes bem que não quero ir
Não têm sido tempos fáceis
Tempestades intermináveis
Noites longas sem dormir
Peito apertado sem sorrir
Quero ficar
Deixa-me sonhar
Dá-me a mão
Não me deixes ir
Fecha a porta
Abraça-me
Prende-me a ti
Dá-me uma razão para ficar

– apenas uma


Basta que me consigas mostrar
Que apesar de todas as turbulências
Milhares e milhares de divergências
Há algo entre nós
que mais ninguém te dá
Essa única razão
que me fará ficar
Saber que somente eu
Sou a elegida para te amar

És?

Nem toda a mulher livre está solteira, nem todas as solteiras são livres.
Liberdade reside em ser-se quem se é, independentemente do estado civil. Claro que é mais fácil inibirmos e castrarmos a nossa maneira de ser quando temos alguém ao nosso lado que não nos permite ser à vontade. Quando nos tenta mudar. Mas uma relação não deveria nunca matar a nossa individualidade e necessidade de liberdade. Liberdade, não para fazer “coisas erradas”, mas para ser o que somos – com os nossos gostos, desejos, falhas, loucuras, prazeres, devaneios, qualidades, defeitos e diferenças. A nossa essência mais pura. Aquilo que nos caracteriza e diferencia dos demais.
Isso é possível numa relação a dois. Basta que ambos respeitem e aceitem o outro tal e qual como ele é sem críticas, juízos ou tentativas de o modificar.
Por outro lado, há quem esteja só e não viva livremente. Há quem se reprima, condene e impeça de viver plenamente, assumindo aquilo que é, com medo da reprovação alheia, das críticas e daquilo que possam pensar a seu respeito. Tais pessoas vivem prisioneiras.
E quantos encarcerados, em sentido literal, conseguem ser livres no pensamento?
E eu és livre?