Muda

Saber colocar-se no lugar de outra pessoa é uma qualidade importante chamada empatia. Tentar perceber a verdade do outro. Nem sempre aquilo que parece é. Às vezes é bom colocarmo-nos noutra posição, aparentemente menos vantajosa, mas que nos permita ver a mesma realidade noutra perspectiva. Principalmente, antes de criticar e julgar alguém. Tomar um partido apenas por afinidade, sangue ou amizade, sem analisar todos os ângulos, nem sempre é o mais justo.

Hoje experimentei esta posição. Primeiro, tive de aceitar colocar-me numa posição nova, estranha, diferente – sair da minha zona de conforto; depois, tive de confiar no instrutor, nas cordas e nas instruções que ele me ia dando; acolher uma nova realidade e por fim relaxar, sentir – novas sensações e um outro ponto de vista.

Modalidades ‘mind&body’, como o Pilates e o Yoga, fazem-nos elevar o espírito, dão-nos um conhecimento mais profundo do nosso corpo e do nosso ‘eu’ mental e emocional. A respiração e exercícios adequados a cada corpo e capacidades fazem a diferença no todo que é o ser humano. Não podemos dissociar a mente do corpo e achar que não está tudo interligado. Estes métodos visam fortalecer o indivíduo numa abordagem holística e trazer o melhor, de cada um, ao de cima.

Convido-vos a fazer uma aula experimental de uma destas modalidades no Centro de Yoga NYA Almada.

Atrevam-se, experimentem, sintam!

Ela

Ela é uma festa
Daquelas que não queres perder
Tudo brilha
Uma fantasia
Pura alegria

Veste-te a rigor
Mas vai descalço
A música já toca no ar
O chão pede que saltes
Ri muito e alto
Canta a plenos pulmões
Deixa-te levar
Brindar e inebriar

Não sabes o que te espera
A surpresa é constante
Mas todos querem estar ali
Onde tudo é importante

A beleza de um coração
Cheio e puro de bondade
Olhos que brilham no escuro
Sorriso e corpo em liberdade

Parabéns!

Faz hoje um ano que decidi embarcar nesta aventura: abri a página Cenas d’Escritas e decidi arriscar ao tornar pública esta paixão pelas letras. Não sabia muito bem o que iria acontecer, mas atrevi-me a expor-me. Ainda bem que o fiz!

Desde então, participei numa mão cheia de antologias poéticas como co-autora; fui convidada e entrevistada em algumas rádios com programas de poesia; os meus poemas foram e são declamados regularmente em rubricas dedicadas à divulgação de poetas; aceitei participar como cronista na revista on-line Helicayenne e no jornal A Voz de Paço de Arcos; abri o meu blog; sou co-administradora do grupo Alma de poeta, alma inquietA – um grupo de partilha de textos em prosa e poesia no Facebook; fui convidada para articuladora no grupo Mulherio das Letras Portugal; estou, em conjunto com o grupo Helicayenne, a preparar o lançamento de dois livros de poesia como co-autora e lancei em setembro, na Feira do Livro de Lisboa, o meu primeiro livro – 777 – um romance de ficção e fantasia.

UM ANO EM CHEIO E EM GRANDE!

Estou muito orgulhosa de mim e grata a todos que participaram neste meu percurso, me deram a mão e acompanham-me.

São mais de 3000 seguidores no Facebook, mais de 1200 no Instagram e mais de 3000 visualizações no blog http://www.cenasdescritas.com. Algumas publicações alcançaram mais de 10.000 pessoas!

Coincidentemente, fui convidada por dois queridos amigos para ser entrevistada amanhã em direto no seu programa ao vivo no Facebook e YouTube. Irei celebrar, assim, este primeiro aniversário e por isso estão todos convidados a brindarem comigo estando presentes:

Dia 6 às 22h00 – live no site @secrets of you, onde irei desvendar alguns segredos da minha vida.

Aceda aqui: https://www.facebook.com/secretsofyouic

DIA MUNDIAL DA MÚSICA

Como viveria eu sem ti?
Alma errante abandonada
Triste em tudo seria

Existir sem respirar
Acordar sem luz do sol
Adormecer sem estrelas
Uma praia sem mar
Um deserto sem areia
Uma floresta queimada
Um campo sem flores

Ver sem cor
Cheirar sem olfato
Tatear sem sentir
Saborear sem paladar
Ouvir um mudo

Como viveria eu sem ti?
Tu que és oxigénio
Tu que iluminas os meus dias
Tu que me embalas as noites
Tu que és as ondas da maré
O oásis no ermo
O guarda verde florestal
O prado colorido e perfumado

És o arco-íris que me encanta
O perfume mais inebriante
O arrepio da pele
O céu da minha boca
A melodia dos meus ouvidos

És a minha terapia
Amiga
Confidente
Alegria
Coração que transborda
Ânimo da alma
O movimento dos meus pés
O ondular das minhas ancas
A vibração dos meus ombros
O ritmo que me guia
O pulsar da minha vida

És tudo, tanto e mais
És uma obra prima
Uma oferta divina
Viver sem ti, não, eu não poderia

Biblioteca humana

Gosto. Muito. Sou uma pessoa de pessoas. Gosto de conhecer gente. Adoro. Falar, ouvir, observar, partilhar. E, sou grata. Porquê? Porque conheço imensa gente super diferente, de áreas distintas. Sou rica. Rica em pessoas: em personalidades, gostos, profissões, saberes, culturas.
Seres humanos que se cruzaram comigo nas escolas, na dança, nos diversos empregos que tive, nas inúmeras formações que fiz, das aulas que frequentei, das aulas que dei, dos treinos personalizados, dos bares de música ao vivo, dos músicos, dos poetas, dos escritores, da malta da rádio, dos profissionais de saúde que cuidam de mim e dos meus, dos professores, dos terapeutas, técnicos e famílias com filhos especiais… e sei que me estou a esquecer de alguns. Considero um privilégio conhecer gente tão diversificada. Uns ficam, outros vão. Uns vão, mas ficam para sempre no coração. Sou uma sortuda ter a família maravilhosa que tenho, os amigos que me apoiam e todos aqueles que fazem das minhas estantes a mais bela e rica biblioteca humana.
Obrigada!

Permita-se brindar consigo mesmo. Permita-se gostar de si, das batalhas ganhas, das marcas sofridas.
Aceitar o bom que somos e o mau que fazemos por transformar. Compreender que tudo tem o seu tempo. Sermos mais flexíveis connosco e não levar a vida tão a sério. Perdoar a nós e aos outros; amar a nós e aos outros; sonhar; acreditar e dançar ao som de uma boa música. Encher o copo e saborear. Deixar o palato apreciar a bebida de Baco e conduzir os pensamentos ao prazer da nossa singular companhia. Somos especiais, únicos. Não há ninguém igual no mundo.
Sigamos a estrada tentando desviar-nos dos buracos e abrandando nas lombas, sem deixar de apreciar a paisagem, e continuar rumo ao nosso destino. Se furarmos um pneu ou tivermos uma avaria que nos obrigue a parar, não nos irritemos, é passageiro. Deixemos toda a bagagem extra para trás; tudo que não nos permita seguir leves. Aumentemos o som do rádio e cantemos a plenos pulmões libertando qualquer energia escura que nos aperte o peito. Libertar. Deixar ir. Não nos demoremos com o que não nos eleva.
Ser pacientes. Por vezes, a estrada sinuosa e os atalhos em que nos perdemos são necessários. São aprendizagens, ensinamentos que nos tornam mais sábios à medida que os ultrapassamos graciosamente. Entendamos que alguém que conhecemos e demos boleia ficou pelo caminho, não seguindo connosco, era porque tinha o seu próprio percurso a fazer, diferente do nosso. E está tudo bem. Novos companheiros de viagem iremos encontrar. Uns irão abandonar-nos, outros irão acompanhar-nos. A vida encarrega-se de decidir isso por nós, por isso não forcemos nada. Não é preciso. Basta confiar. Sentir. Acreditar. O Universo cuida daqueles que nele confiam e dá-lhes o necessário.
Encontra a alegria e a motivação do teu coração, segue-as. Persiste até encontrar. E brinda! Brinda à vida, brinda a ti!

Jogaste sujo
com as cartas que te ofereci
Embaralhaste e distribuíste
Por baixo da mesa batota fizeste
Apostei tudo em ti
Arrisquei
Dei-te os dados do meu coração
Sopraste e lançaste-os
A sorte esteve do teu lado
Na roleta francesa perdi
Saí de bolsos e alma vazia
Quebraste as regras do jogo
Deitaste as fichas todas
Espalhadas caíram ao chão
Com elas foi-se o meu amor
Restou apenas desilusão

Volta pra mim

Acordei sozinho
A cama despida de ti
Fechei de novo os olhos
Deve ter sido um sonho
Ainda te sinto presente
Não é possível teres ido
Reconstruí e alinhei os pensamentos
Estavam confusos
Baralham-se sem a tua orientação
Que faço agora?
O meu coração acelera
Só de recordar o teu rosto:
único, belo e exótico
A suavidade da tua pele
que absorvia a minha
O doce dos teus lábios
que sorviam os meus
O calor do teu corpo
que soltava o selvagem…
Que será de mim?
Quero voltar a dormir
Trazer-te para perto
Preciso ter-te
Preciso respirar
E tu és o meu ar

Quero adormecer e voltar a sonhar…

Folha de outono

Folha perene
Balança inocente
Na melodia alaranjada
De quem tudo perdeu
E está pronta a recomeçar
Lâmina de madeira seca
Espalha-se em manto pardo
Inocente aos olhares e legados
Conhece a incerteza do amanhã
e a caducidade sempre presente
Assume a sua essência
Renova-se
Aceita o porvir
Vive o momento e
no tempo certo
Parte livremente