Podia

Podia ter sido o que queriasPodia ter sido o que os meus pais desejavamPodia ter sido o que os outros achavamPodia… Raramente somos tudo o que esperam de nós(E se somos não estamos a ser verdadeiros)Porquê?Porque não há uma única pessoa igual a outraNão existem duas mentes iguaisNinguém vê a vida da mesma formaLogo, ninguémContinue a ler “Podia”

IV Encontro Mulherio das Letras Portugal

Não podia deixar de partilhar convosco o meu fim de semana literário. No lindo Palácio Baldaya o programa do Mulherio das Letras Portugal encerrou as celebrações, dia 29 de maio, com o lançamento da Colectânea com o mesmo nome. Este movimento iniciou-se no Brasil, quando a escritora Maria Valéria Rezende criou o Mulherio das LetrasContinue a ler “IV Encontro Mulherio das Letras Portugal”

A Pérola – III

Acordou de novo sozinha no escuroCoberta de areia e cansadaNão percebia o que lhe aconteceraDe novo as lágrimas caíram mas desta vez soluçou baixinhopara ninguém incomodarEstava quebradaE sem forças para se lamentarSoterrada entre o póDeixou o tempo passarO sol brilhou mas ela não o acompanhouEstava demasiado enterradaE os raios não a alcançavam Um dia umaContinue a ler “A Pérola – III”

A Pérola – II

De tão cansada adormecia Só acordava Quando os raios lhe tocavam De novo o brilho resplandecente A todos voltava a atrair Um dia um mergulhador Ao vê-la quieta a cintilar Apanhou-a e numa caixinha dourada fez questão de a levar Estimou-a e mostrou-a A tantos quantos se lembrou Mas um dia esqueceu-se E ela guardadaContinue a ler “A Pérola – II”

O beijo

Deixa-me encostar os meus lábios aos teusSentir a maciez polposaO sabor de uma bocadoce como figos de melVermelha rosada enfeitiça-meNela os meus olhos fixam-seNada oiço do que dizesDisperso-me do contextoSinto-me a desligarSou embalada na dançadas palavras que se tornam melodia hipnotizanteO desejo cresceProvoca-meágua na bocaO mundo paraO coração exigeApenasQueroPrecisoBeijar-te

Inocência

No fim de semana passado, enquanto almoçava numa mesa só de adultos, os meus filhos faziam o mesmo numa só de crianças.No final, quando a maioria dos miúdos já se tinha levantado e ido brincar (porque era uma quinta) o meu filho mais novo continuou agarrado ao telemóvel. Via bonecos. Normalmente, os outros miúdos nãoContinue a ler “Inocência”