Vinhe-se

Permita-se brindar consigo mesmo. Permita-se gostar de si, das batalhas ganhas, das marcas sofridas. Aceitar o bom que somos e o mau que fazemos por transformar. Compreender que tudo tem o seu tempo. Sermos mais flexíveis connosco e não levar a vida tão a sério. Perdoar a nós e aos outros; amar a nós eContinue a ler “Vinhe-se”

777

Faz hoje, precisamente, um ano que lancei o meu primeiro livro – 777. Foi o culminar da concretização de um sonho. [Para quem não sabe, é um romance de fantasia com alguma (ou muita) realidade à mistura.] Passou de um sonho a um objetivo de vida. A ideia perseguia-me.Nunca tinha escrito antes para ninguém, aContinue a ler “777”

Querida mãeComo te prezoPreciso-teÉs valiosaAcolhes-me no teu coloCuidas de mim,de todosProtegesDás-nos a vidaAmo-tePreciosa Perdoa o mal que te fazemO fogo que te lançamO inferno a que te forçamArdes e o meu coração dóiTrocam-te o verde pelo negroA frescura pela secaO vigor pela morte Mesmo assimTens a habilidadeA doçura e a alegriaApesar de arrasadaVoltares a renascerQueridaContinue a ler

Menina

Ainda ontem brincava com bonecasAinda ontem os olhos brilhavam e as faces coravamAinda ontem a inocência reinava Ainda há pouco descobria o corpoAinda há pouco sonhava com o beijoAinda há pouco me entregava Tempo que passaVoa para longeOnde foste tão célereque te perdi?Onde estás pequena menina?CrescesteViraste mulherOs anos vieramNem deste por eles Ainda ontem eraContinue a ler “Menina”

Casa

A casa está tão tristeA sala tão vaziaO quarto ficou tão amploOs espelhos refletem saudadeOs candeeiros choram a falta de luzE a nossa cama?Tão grande, desertaPerco-me nas noites turvasCongeloFalta-me o calor do teu corpoMesmo que distante do meuSentia-teOuvia a tua respiraçãoO teu perfume envolvia os lençóisSe antes não tinha espaço no roupeiroAgora as camisas parecemContinue a ler “Casa”

Falar de amor não queroNão me apeteceNem sempre estamos com disposição para amarPara ver o mundo com olhos docesHá diasTalvez semanasNão seiFases menos boasEm que nada parece sorrirHoras de céu nubladoCom chuva nos olhosApetece tudo menos amarPor dentro há vontade de partirPartir para longe ou a cara de alguémPartir tudoDestruirGritarVociferarDestilar as mágoasAs doresOs desapontamentosAs desilusõesPeríodosContinue a ler

Volta

Não me posso perderSair de mim…Sabem como é? Eu sei.Já o fizVezes sem contaPor um amorPela famíliaPor uma amizadePor uma crençaouApenas porque simPorque sou curiosaComo as criançasQue se metem em apurosNunca satisfeitasQuerem sempre mais. Vamos descobrirOnde vai ter este caminho?O que está para lá do monte?Vamos subir o rio?Saltar pedrasPassar a ponteMisturar saboresMergulhar no fundoContinue a ler “Volta”

“Que parceria tem a luz com a escuridão?”Poderá existir amizade entre o sol e as trevas?Alguém leal pode conviver com desleais?A falsidade e a mentira podem ser parceiras da verdade? Não.Não por muito tempo. Tentamos contornarLudibriarUsamos velas, candeeirosLanternas ou candelabrosPintamos com brilho douradoQuem ao nosso lado estáEnganamo-nos achando que tal relação será possívelAbrimos as janelasMostramosContinue a ler